OS SATERÉ-MAWÉ E O TEATRO DOS CLÃS

Josias Sateré
Renan Albuquerque
Jalna Gordiano

DOI: 10.46898/home.9788554671969

Sinopse

Mergulhar na leitura de Os Sateré-Mawé e o Teatro dos Clãs não é apenas seguir um roteiro artístico que representa a cosmologia indígena. Também significa colher belezas oriundas de elementos simples, a partir de uma capacidade que só poetas e abençoados podem dispor.
A leitura deste livro de dramaturgia (Tomo II), incluindo-se as reflexões sobre teatro no Tomo I, permite a compreensão de que aquilo a atravessar e constituir os Sateré-Mawé como etnia — e não me refiro somente à identidade linguística, mas, sobretudo, sociocultural — é matéria imprescindível para a formação identitária desse povo, inventor da cultura do guaraná e habitante dominial da terra indígena Andirá-Marau, localizada no Baixo Amazonas/AM.
A cultura passa a ser, assim, uma questão fundamental dentro do rico legado de tradições dos povos Sateré-Mawé e também um elemento fundante, tanto no que tange ao sentido de pertencimento quanto ao de reconformação da identidade, especialmente quando membros da etnia, por inúmeros motivos, são deslocados para a cidade, onde passam a habitar e iniciam confrontos de valores e tradições em relação a brancos.

Data de publicação: 

24 de julho de 2022 21:00:01