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O ‘ser’, a verdade e o direito: Considerações a partir da ‘ontologia poética’ de Martin Heidegger e a ‘ontologia social’ de Pierre Bourdieu


 

A questão do “ser” é a questão principal instaurada na obra do teólogo e filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976). Em sua obra-prima “Ser e tempo” (1927), Heidegger ressalta a necessidade de se repetir a pergunta pelo “ser” em geral, o que significa a pergunta pela verdade do “ser”. No contexto da década de 20, Heidegger explana sobre o que é o “ser”, a verdade e a história em sua “ontologia fundamental”. No entanto, a partir da década de 30, especificamente, com a virada (Kehre) no pensamento de Martin Heidegger, o filósofo do “ser” busca apresentar a questão do “ser” considerando a essência da linguagem, a saber: a “Poesia” (Dichtung). Por isso, eu denomino de “ontologia poética”, a perspectiva ontológica deste pensador a partir da virada. Assim, Heidegger analisa a história da metafísica ocidental, se destacando como um eminente crítico da escolástica e da “época da técnica moderna”. O problema do “esquecimento do ‘ser’” é o problema da história da metafísica, que Heidegger busca ultrapassar por meio da instauração da questão do “ser” como tarefa do pensamento essencial. Assim, pode-se refletir sobre o sentido do direito a partir da análise ontológica de Heidegger acerca do “ser”, do Dasein e da verdade. No contexto da preocupação com o “ser”, a verdade e a história há também o sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002), que apresenta uma “ontologia social”, destacando-se também como um crítico da escolástica.







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