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ENSINO DE LEITURA E DE ESCRITA NA ALFABETIZAÇÃO: Uma análise sobre livros didáticos da educação infantil

Layssa de Jesus Alves Duarte

ISBN: 978-65-85712-98-9

DOI: 10.46898/home.

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Resumo

Este trabalho é uma investigação sobre a abordagem de ensino da leitura e da escrita em livros didáticos da educação infantil. Por meio de uma pesquisa documental amparada pela análise de conteúdo, proposta por Bardin (2011), examinamos dois manuais adotados pelas escolas públicas brasileiras: "Ápis" e "Porta Aberta" (1º ano). A investigação buscou responder de que modo a proposta didática dos materiais aborda a terminologia relacionada à fonética e à fonologia e de que forma incorpora duas abordagens distintas, no tocante ao ensino inicial de leitura e de escrita: a primeira com foco na sistematização e intervenção escolares e a segunda com foco no sujeito que aprende. Nesse sentido, uma abordagem voltada para a sistematização e intervenção escolares pretende conduzir o aluno por um processo plenamente guiado por um professor que conheça bem o sistema de escrita. Nessa abordagem, as etapas de ensino costumam ser planejadas de acordo com uma ordem de dificuldade crescente e, dessa forma, o aluno se torna apto a atividades textuais de escrita e de leitura, quando sabe, minimamente, o suficiente sobre codificar e decodificar a escrita. Por outro lado, uma abordagem com foco no aprendiz considera o aluno como participante ativo da construção do conhecimento. Sendo o conhecimento uma interação entre o que já se sabe e a nova aquisição, a aprendizagem não é uma resposta à intervenção escolar ou a um método. Para uma abordagem com foco no aprendiz, o aluno dificilmente chega à escola sem nenhum conhecimento sobre a escrita, sendo que deve ser estimulado a escrever e experimentar suas hipóteses, ainda que não saiba traçar as letras. Como principais referenciais teóricos, consideramos os estudos de Morais (2000), Cagliari (2001, 2005 e 2009), Faraco (2005), Bortoni-Ricardo (2006) e Ferreiro & Teberosky (1999). Os resultados demonstram que (1) grande parte das escolas brasileiras optou por materiais didáticos que abordam os conteúdos de modo a focalizar o aluno e sua capacidade de construir e reconstruir o conhecimento. (2) A análise das seções e da sistematização dos conteúdos de escrita alfabética nos materiais examinados mostrou que os documentos oficiais, sobretudo os PCN, exercem grande influência sobre a abordagem didática desses livros, e, que (3) essa influencia se reflete na ênfase dada ao uso social da língua, sobretudo no que se refere à abordagem dos eixos de oralidade, de leitura e de escrita; e, na ênfase dada a atividades epilinguísticas durante a abordagem da notação alfabética, sendo, por esse motivo, o uso de terminologia empregado somente nas orientações ao professor.

Data de submissão:

27 de dezembro de 2023 14:52:48

Data de publicação:

5 de janeiro de 2024 22:21:21

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